Glória de Dourados, 17 de Outubro de 2019
Sexta, 04 de Outubro de 2019 - 08h43
Procurador invade gabinete e esfaqueia juíza no TRF-3
Ele golpeou a magistrada no pescoço e foi preso

Correio do Estado

O procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção invadiu gabinete da juíza Louise Filgueiras, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, e tentou matar a magistrada com uma facada no pescoço, nesta quinta-feira (3), na avenida Paulista, em São Paulo. Ele foi preso e a juíza foi socorrida com ferimento considerado leve.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região é o órgão de 2º grau da Justiça Federal que abrange os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações dos sites Consultor Jurídico e Estadão, Louise Filgueiras foi convocada para substituir o desembargador Paulo Fontes, relator da Lama Asfáltica que está em férias. 

Ela trabalhava em sua mesa, quando foi surpreendida pela invasão do procurador. Ao notar que Assunção estava descontrolado, a juíza conseguiu se afastar em meio as mesas dos desambargadores, que são amplas e dificultaram o acesso do procurador a ela. 

Assunção conseguiu desferir um golpe de faca no pescoço da magistrada e jogou uma jarra de vidro na direção dela, que não foi atingida. O barulho do vidro quebrando foi ouvido por assessores, que entraram na sala e imobilizaram o procurador.  

Polícia Federal foi chamada e o procurador da Fazenda foi preso em flagrante.

SURTO

Antes de invadir o gabinete de Louise, Assunção despachou com a desembargadora Cecilia Marcondes e, na sequência foi até a sala do desembargador Fábio Prieto, no 22º andar, que não estava no local por estar presidindo sessão de julgamento.  

O procurador, então, desceu as escadas e invadiu a sala que fica imediatamente abaixo, de Paulo Fontes, mas ocupado por Filgueiras durante suas férias.

Testemunhas afirmaram que o procurador parecia estar em estado de surto proferia frases sem sentido. Imobilizado, ele teria dirtto ao seguranças que deveria ter entrado armado no tribunal para "fazer o que Janot deixou de fazer”, se referindo a declaração do ex-procurador-geral da República, que declarou ter planejado matar a tiros o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, em 2017.

 
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