Glória de Dourados, 19 de Fevereiro de 2019
Segunda, 17 de Dezembro de 2018 - 11h40
Cuidados essenciais com o corpo e pele na chegada do verão

Correio do Estado

A julgar pelo calorão dos últimos dias, já é possível imaginar como será o verão, estação que oficialmente começa no dia 21. E nesta época fica difícil resistir a uma praia ou piscina para se refrescar. Porém, embora seja uma delícia aproveitar os dias ensolarados, a pele sofre bastante. Isso porque a exposição aos raios solares, ao vento e à poluição pode deixá-la ressecada e descamativa.

Para começar, é preciso destacar que estamos no Dezembro Laranja, assim batizado numa iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para falar sobre o câncer de pele. Causado pelo excesso de exposição ao sol, ele pode ser evitado apenas adotando atitudes simples no dia a dia.

“Os raios ultravioletas são responsáveis pelos tumores malignos de pele. Isso também vale para as câmaras de autobronzeamento. Por isso, é fundamental evitar esse tipo de prática e, quando sair de casa ou for à praia, usar medidas de fotoproteção, como protetor solar sempre que sair de casa, chapéus, camisetas, entre outros, além de evitar a exposição das 10h às 16h durante o horário de verão e das 11h às 15h no restante do ano”, explica o oncologista Elge Werneck Jr

A campanha em dezembro sobre o tema busca levantar um movimento de conscientização para alertar a população sobre o problema. Segundo a associação, a doença responde por 33% de todos os casos de câncer no Brasil.

O câncer de pele caracteriza-se por uma proliferação celular anormal e descontrolada, que apresenta diferentes variações: carcinoma basocelular (CBC) – que acomete as células da camada mais profunda da epiderme; carcinoma espinocelular (CEC) – que se manifesta nas camadas mais superiores da pele; e melanoma – que tem origem nas células produtoras de melanina.

“Os tipos mais comuns são o CBC e o CEC. O primeiro responde por 70%-75% dos casos, e o segundo, por 15%-20% dos casos. A incidência de ambos se deve sobretudo à exposição crônica aos raios solares e, portanto, acometem as partes mais expostas do corpo – como face, orelhas, couro cabeludo, pescoço, ombros e dorso”, explica a dermatologista Amanda Vieira.

A médica comenta que o CBC tem baixa letalidade e menor probabilidade de se espalhar para outros pontos do corpo, enquanto o CEC pode fazer com que as células migrem mais facilmente e existe maior risco de a doença atingir outras regiões.

“O melanoma é o menos frequente, mas o tipo de câncer de pele de pior prognóstico e com o maior índice de mortalidade. Geralmente se inicia como uma pinta, acastanhada ou enegrecida, que pode mudar o tamanho, a cor e o formato; às vezes, causa sangramento”, alerta Vieira.

Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maiores serão as chances de cura.

 
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